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Digressões I

Digressões I

Nova York é uma cidade mágica. E como qualquer magia, ilude. Não que isso seja ruim. A ilusão e a fantasia são também parte da vida. Imagine se Proust nao tivesse fantasiado ao provar uma madeleine que lembrou sua infância? Sua “busca pelo tempo perdido” (nossa busca também?) não estaria aí para nosso deleite.

Precisamos da fantasia, assim também, como precisamos atravessá-la.

Se eu pudesse dizer algo necessário a quem pensa em um dia morar aqui ou qualquer outra cidade: faça perguntas a si mesmo sobre a imagem e o ideal de cidade colado a ela. É uma maneira para esvaziar as “fotografias mentais” que costumamos criar para nós mesmos para depois termos que vê-las desbotarem e desmancharem no ar. Mas antes que desmanchem, podemos lê-las e revirá-las do avesso.

Esse avesso da cidade é o que me interessa. Ele é uma construção particular, onde revelam-se as costuras, a estrutura e o lado escondido - de pouco interesse - do tecido da cidade.

Lembro agora da minha professora de inglês (uma senhora de humor único) que na última aula me mostrou animada o avesso de seu casaco, que revelava um bordado lindo e cheio de detalhes. Eu lhe disse: É tão bonito, pena que fica escondido. Ela respondeu: Pelo menos agora eu sei que existe!

Digressões II

Digressões II

A cidade e as mulheres

A cidade e as mulheres

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